58 medidas para a integração de migrantes

O Município de Viana do Castelo elaborou um Plano Municipal para a Integração dos Migrantes (PMIM) para o período 2018-2020 para “valorizar e consciencializar a comunidade para este tema”. É um conjunto de medidas que engloba 13 áreas de intervenção. A apresentação aconteceu na manhã de 15 de novembro e contou com a presença de duas migrantes, uma do Nepal e outra de São Tomé.

“Está provado que as cidades com maior diversidade cultural e étnica são mais criativas, abertas, e Viana do Castelo está a assumir isso. Queremos fazê-lo de uma forma responsável, recebendo bem, evitando situações de pobreza e discriminação”, referia o presidente da autarquia.

José Maria Costa acentuava que Viana quer ser “mais cosmopolita”, sublinhando também que “hoje vamos apresentar um plano para construirmos um mundo mais justo e solidário”.

A vereadora da Coesão Social referiu que o Plano contempla 58 medidas e divide-se em dois níveis. No nível um, considerado prioritário, estão as questões da língua, da empregabilidade, dos cuidados de saúde.

Carlota Borges dava conta dos parceiros do Plano, a Caritas Diocesana, a Escola Superior de Saúde (ESS) e a Escola Desportiva de Viana (EDV). Conduzir ao aumento da taxa de empregabilidade dos cidadãos NPT; incrementar os níveis de conhecimento e o domínio da língua portuguesa; criar condições para o aumento da formação e capacitação, promover a aquisição de novas competências, assim como potenciar e reforçar relações dos cidadãos NPT com a comunidade de acolhimento, são também 58 medidas para a integração de migrantes propósitos deste Plano.

No concelho de Viana do Castelo, a comunidade migrante representa cerca de 1,3% da população residente, 1114 cidadãos entre 85 445 habitantes (INE, 2016), o que significa que em Viana do Castelo se regista uma subida do número de migrantes em relação a 2015 (onde se registava 1037 migrantes). As cinco comunidades mais representativas no concelho são a brasileira (24,2%), a espanhola (13,7%), a ucraniana (8,7%), a francesa (8,4%) e a chinesa (7,1%).

O autarca vianense acreditava que estes número já estejam ultrapassado. “Presumo que agora estes valores estejam desatualizados
e que tenhamos também uma forte presença da comunidade búlgara e romena. Só nos Estaleiros Navais da West Sea há trabalhadores de 17 nacionalidades diferentes”.

Sadkshya Sharma, de 24 anos, que é do Nepal vive há 14 meses na cidade. O marido é chefe de cozinha de uma unidade local e recebeu uma proposta para trabalhar na cidade obrigando à deslocação do casal.

Gizielda D’Alva é de São Tomé e Príncipe e vive na capital do Alto Minho há um ano. Os estudos foram as razões para trocar aquele país por Viana, apesar de garantir que foi bem recebida, Gizielda sente saudades da família e do calor

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