Álvaro Santos é o novo presidente da CCDRN

Álvaro Santos, nome indicado por PSD e PS, venceu as eleições para a presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte. À Lusa, o vencedor disse que quer “dar início a um novo ciclo” na região.

“Assumo este mandato com humildade, mas também com determinação, para dar início a um novo ciclo para a região Norte”, afirmou Álvaro Santos, numa nota enviada à agência Lusa.

O social-democrata salientou que irá assumir o cargo com “profundo sentido de responsabilidade”, mostrando-se consciente que a vitória nas eleições representa “confiança num projeto coletivo assente na exigência, na ambição e na capacidade de fazer melhor”.

Em comunicado divulgado esta noite, o Ministério da Economia e da Coesão revelou que nas eleições foram eleitos Álvaro Santos (PSD) na CCDR-Norte, Ribau Esteves (PSD) no centro, Teresa Mourão Almeida (PS) em Lisboa e Vale do Tejo, Ricardo Pinheiro (PS) no Alentejo e José Apolinário (PS) no Algarve.

Foram também eleitos pelos presidentes das câmaras do continente um vice-presidente por cada uma das cinco CCDR: Ricardo Bento (Norte), Nuno de Almeida (Centro) José Alho (Lisboa e Vale do Tejo), Aníbal Coelho da Costa (Alentejo) e Jorge Botelho (Algarve).

As eleições para a presidência da CCDR-Norte foram as únicas com dois candidatos: o engenheiro civil Álvaro Santos, indicado por PSD e PS, e António Cunha, presidente deste órgão desde 2020 e que liderava uma candidatura independente.

Em declarações à Lusa, António Cunha lamentou que o resultado não tenha sido aquele pelo qual “lutou”, mas classificou a sua recandidatura como “um bom combate”, que teve o “prazer de travar”.

“Do outro lado tínhamos os diretórios partidários dos dois grandes partidos que entenderam que as decisões relativamente ao território devem ser tomadas a partir de lógicas mais centralistas. São essas lógicas com as quais eu discordo e foi em nome disso que trabalhei”, salientou.

À exceção da candidatura independente de António Cunha à CCDR-Norte, as outras candidaturas resultaram de um acordo político entre PSD e PS, num sistema criticado por diversos autarcas, sobretudo do PCP, mas também do Chega e alguns socialistas, que chegaram a ameaçar boicotar as eleições ou votar em branco por considerarem que o processo não é verdadeiramente democrático.

Licenciada em Comunicação Social pela Universidade do Minho, possui mais de 20 anos de experiência na área do jornalismo.

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