Luis Nobre, acompanhado por técnicos municipais, realizou na tarde de 23 de março uma visita “de trabalho à escola sede do Agrupamento para se inteirar detalhadamente do estado do edifício, das necessidades de requalificação e planear o processo de obras a efetuar”.
A informação é dada por uma fonte da Associação de Pias e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas da Abelheira.
A visita foi requerida pela direção da Associação “na sequência das iniciativas anteriores tendo em vista a urgente realização dessas obras estruturais, esteve presente a direção do agrupamento, que a guiou e explanou as dificuldades sentidas na gestão quotidiana causadas pela degradação e subdimensionamento do edifício. O presidente da Câmara teve assim a oportunidade de verificar “in loco” com a escola em pleno funcionamento as questões que a APEEAEA reportou aos órgãos municipais e nas suas intervenções públicas sobre o assunto”.
O autarca vianense, segundo aquela fonte, “reconheceu que esta intervenção é prioritária, estando empenhado no desenrolar do processo técnico e administrativo necessário ao início da empreitada o mais breve possível, bem como à obtenção de comparticipações para o seu financiamento, salientando que o município tem feito da educação e da conservação do seu edificado um dos vetores fundamentais do seu investimento estratégico e de desenvolvimento”.
Nesta reunião foi analisada a interligação funcional entre a escola básica e o edifício contíguo da EB1 numa visão integrada que permita a otimização de recursos. Saliente-se que a escola básica da Abelheira, além de ter uma unidade de multideficiência, é também escola de referência para alunos cegos e de baixa visão, servindo parte significativa da região norte litoral, apesar de não ter sido planeada de início para essa valência. As obras estruturais a realizar agora, mais de três décadas depois da sua fundação, permitirão também tornar Viana do Castelo, e esta escola em particular, como um modelo nesse ensino especializado.
A reunião foi ainda aproveitada para articular questões funcionais do agrupamento e os serviços municipais, bem como analisar as mudanças sociológicas da comunidade escolar que se têm verificado nos últimos anos com a chegada, cada vez mais numerosa, de crianças de origem estrangeira ao território municipal.
