O bispo de Viana do Castelo apelou, numa mensagem aos fiéis da região, a “muita responsabilidade” na vivência das celebrações litúrgicas e visitas pascais face ao “sofrimento” que a pandemia de covid-19 ainda causa ao país.
Numa carta enviada aos fiéis, D. João Lavrador expressou que “são riquíssimas as nossas tradições culturais e religiosas. Entre elas, está a visita pascal, ou o compasso, que revela a alegria pascal, a comunhão e o acolhimento de todos os que entram nas nossas casas”.
“Após estes dois anos de interregno vamos valorizar estas nossas expressões. Façamo-lo com profundo sentido de alegria pascal e, por isso, também com muita responsabilidade. Como já foi determinado, não haverá o beijar da cruz, substituindo este gesto pela inclinação reverencial”, apelou o bispo.
João Lavrador sublinha que vai ser dado “espaço à palavra de Deus que, em cada casa, juntamente com uma breve oração de ressurreição, ajudarão a realçar a profundidade do mistério pascal”.
Em setembro de 2021, o Papa Francisco nomeou João Lavrador novo bispo diocesano de Viana do Castelo, sucedendo a Anacleto Oliveira, que morreu em setembro de 2020 num acidente de viação. O prelado assumiu o cargo em novembro do mesmo ano.
O apelo do bispo da Diocese de Viana do Castelo vem ao encontro das recomendações emanadas, em março, pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).
Segundo o Secretariado-Geral da CEP, nas visitas pascais, “o guia do grupo dirigirá uma breve oração com a família reunida, terminada a qual os membros desta são convidados a venerar a Cruz com uma vénia ou outro gesto que não implique contacto físico”, sendo desaconselhado, o tradicional beijo no crucifixo, no contexto do anúncio da ressurreição de Jesus.
Aquele organismo da CEP aponta ao uso de máscara pelos membros do grupo paroquial designado para o anúncio pascal, dentro das casas e na via pública, se houver ajuntamentos.
De acordo com o Secretariado-Geral da CEP, “a partilha de alimentos deve restringir-se aos membros da família e, por isso, só se fará após a partida dos visitadores”.
“Comer em conjunto implica retirar a máscara aumentando, assim, o risco de eventuais contágios”, sublinha aquele organismo da igreja católica.
O Bispo de Viana do Castelo reforça as recomendações sobre a prevenção da pandemia de covid-19 e não esquece a invasão da Ucrânia pela Rússia na carta hoje dirigida aos diocesanos.
“Não podemos iludir os tempos que vivemos de tragédia motivada pela guerra e mesmo do sofrimento que ainda nos atinge devido à pandemia. São sinais dos tempos a exigir iluminação, discernimento e compromisso de todos e que reclamam novas atitudes e propostas para edificarmos uma nova humanidade”, sustenta.
A diocese de Viana do Castelo, fundada através de uma bula do beato Paulo VI, publicada a 03 de novembro de 1977, abrange os 10 concelhos do Alto Minho, integra 291 paróquias e tem cerca de 120 sacerdotes.
