“[O Papa] não deixa heranças. Não deixa legados. Deixa tarefas. Deixa-nos a Igreja. Deixa-nos os confins do mundo”, afirmou D. João Lavrador na mensagem enviada à Agência ECCLESIA.
O Papa faleceu ontem, na Casa de Santa Marta, onde se encontrava em convalescença desde 23 de março, após um internamento de 38 dias no Hospital Gemelli, devido a problemas respiratórios.
Num mundo que parece “tão dividido e violento”, o bispo de Viana do Castelo destaca que o pontífice ensinou a todos “o poder da fragilidade”.
“Hoje, regressando à casa do Pai, essa fragilidade toma a forma de um abraço. Não só nosso, mas, também, de Deus”, referiu.
Lembrando que “no coração da Páscoa existe, em simultâneo, tristeza e alegria, trauma e esperança, medo e entrega”, D. João Lavrador assinala que assim também está o coração dos cristãos.
“E tudo o que dele nasce, neste momento, só se pode resumir em três palavras: Obrigado Santo Padre! Obrigado pelas periferias! Obrigado pelo sorriso! Obrigado pelas vezes em que nos visitou!”, expressa o bispo diocesano.
Entre os vários agradecimentos deixados na mensagem, o bispo relembra os ensinamentos do Papa sobre o mundo que “é uma casa comum e não um campo de batalha”, os “alertas” de que a “a cultura do bem-estar” faz todos viver “em bolhas de sabão” e que perdoar é decidir “não continuar a injetar na sociedade a energia da vingança”.