Bispo de Viana deixa mensagem a propósito da morte do Papa, sublinhando o que Francisco deixa aos cristãos

“[O Papa] não deixa heranças. Não deixa legados. Deixa tarefas. Deixa-nos a Igreja. Deixa-nos os confins do mundo”, afirmou D. João Lavrador na mensagem enviada à Agência ECCLESIA.

O Papa faleceu ontem, na Casa de Santa Marta, onde se encontrava em convalescença desde 23 de março, após um internamento de 38 dias no Hospital Gemelli, devido a problemas respiratórios.

Num mundo que parece “tão dividido e violento”, o bispo de Viana do Castelo destaca que o pontífice ensinou a todos “o poder da fragilidade”.

“Hoje, regressando à casa do Pai, essa fragilidade toma a forma de um abraço. Não só nosso, mas, também, de Deus”, referiu.

Lembrando que “no coração da Páscoa existe, em simultâneo, tristeza e alegria, trauma e esperança, medo e entrega”, D. João Lavrador assinala que assim também está o coração dos cristãos.

“E tudo o que dele nasce, neste momento, só se pode resumir em três palavras: Obrigado Santo Padre! Obrigado pelas periferias! Obrigado pelo sorriso! Obrigado pelas vezes em que nos visitou!”, expressa o bispo diocesano.

Entre os vários agradecimentos deixados na mensagem, o bispo relembra os ensinamentos do Papa sobre o mundo que “é uma casa comum e não um campo de batalha”, os “alertas” de que a “a cultura do bem-estar” faz todos viver “em bolhas de sabão” e que perdoar é decidir “não continuar a injetar na sociedade a energia da vingança”.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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