“Uma aliança sem coerência política, nem legitimidade moral”. É assim que os eleitos pelo CHEGA da União de Freguesias de Viana do Castelo (Samta Maria Maior e Monserrate) e Medela reagem à aprovação, no último sábado, da lista apresentada pela presidente desta União de Freguesias para o executivo desta que passará ser constituído por quatro elementos da CDU e três do PSD. A mesma recebeu 11 votos a favor, dois contra e cinco votos em branco.
Os representantes do Chega, Joaquim Matos e Salvador Pereira, consideram que este desfecho comprova como “a esquerda e a direita tradicionais se unem quando o poder está em causa, esquecendo os valores, a coerência e, sobretudo, os cidadãos”.
“O que aconteceu nesta votação é um claro exemplo da promiscuidade política que o CHEGA tem denunciado desde o primeiro dia. Vimos o PSD e a CDU, forças ideologicamente opostas, unirem-se numa coligação contra-natura, enquanto o PS se abstém, fechando os olhos a um acordo que só serve interesses partidários” – refere Joaquim Matos.
A presidente da Assembleia é também criticada por negar “o nosso pedido de intervenção”. “Tentei intervir para expressar a nossa posição, mas o pedido foi-me cortado. É lamentável e antidemocrático. A falta de respeito pela oposição mostra bem o ambiente e o medo do contraditório que se instalou nesta Junta”, afirmou o eleito do CHEGA. “Esta união anti-natura demonstra que, para os velhos partidos, o poder vale mais do que os princípios, e que as promessas de mudança não passam de palavras vazias”, acrescenta.