Editorial – Estamos sempre a aprender

A Democracia e o apego à liberdade têm vindo a perder peso no contexto mundial. De forma lenta, novos países vêm apostando em regimes musculados e cerceadores de direitos básicos. Até na Europa, espaço de sociabilidade e bem-estar, se nota o enfraquecimento das forças apologistas do progresso e da melhoria das condições de vida dos cidadãos.

Mesmo evoluindo, as sociedades sempre foram entidades complexas, sendo uma das razões a diversidade nas formas de estar das pessoas. Porém, a desistência da luta por um mundo melhor é que não pode claudicar, porque o que hoje se apresenta sombrio, bem claro pode ser amanhã. Vejamos o acontecido nas recentes eleições em cerca de metade dos estados da América, com destaque para a eleição dos governadores nos estados da Virgínia e Nova Jérsia, onde foram eleitos candidatos em sintonia com os valores da Democracia. Há que reconhecer que o povo, mesmo podendo levar-lhe tempo, acaba por compreender onde está a verdade.  De nada valem as ameaças dos déspotas, quando os eleitores compreendem de que lado está a razão.

A saúde continua um tema de forte preocupação dos portugueses. Sem comentários, porque sobre o assunto muito aqui se tem falado, damos a conhecer o que escreveu o economista Luís Aguiar-Conraria no seu artigo de opinião na última edição do Expresso: “temos um bom sistema de saúde. A nossa taxa de mortalidade infantil é das mais baixas do mundo, inferior à média da União Europeia e melhor do que a da Alemanha, Dinamarca, Holanda, etc. A nossa esperança média de vida, na última década, foi das que mais subiu, estando em linha com a dos outros países desenvolvidos e superior à do Canadá, da Alemanha ou da Austrália. E, olhando para os gastos na saúde, quer em termos per capita quer em percentagem do PIB, estamos como os restantes. Uns gastam menos, outros gastam mais do que nós – e vale a pena lembrar que a pirâmide etária envelhecida nos é desfavorável: pessoas mais velhas precisam de mais cuidados de saúde e dos mais caros”. 

Este jornal está prestes a completar 170 anos de vida. Acontece a 15 de dezembro próximo. Para honrar Viana e os vianenses como jornal mais antigo de Portugal Continental, é preciso que a idade continue a crescer e, para tal, é preciso não morrer, objetivo nada fácil. A voluntariedade tem limites. Os menos novos também têm direito a algum descanso e os novos têm que trabalhar cada vez mais para conseguirem estabilidade na vida. O tempo o dirá. Na próxima edição daremos conhecimento de um modesto programa comemorativo da data, demonstrando que o que se deseja é mesmo incontáveis anos de vida.

GFM

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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