E as eleições são um dos traços mais marcantes da Democracia, desde que livres, sem necessidade de observadores e cada vez mais pautadas pela lisura nas Mesas de Voto. Eleições reconhecidas pela seriedade e, por isso, bem aceites em curto espaço de tempo; que não criam dramas e demonstram que já somos adultos e sabemos assumirmo-nos com naturalidade perante as alternâncias do poder; eleições, no fundo, representativas da Democracia plena.
Sim, com este tipo de eleições, por mais críticas que possamos fazer aos poderes, devemos votar. Somos obrigados a ir a votos porque também gostamos da liberdade e apreciamos a nossa independência em relação a tutelas, sejam elas de que ordem for; e porque começamos a compreender melhor que a alternativa a este sistema político é o regime que já foi testado ao longo de quase meio século, com más provas dadas.
Poderemos estar preocupados com os problemas que não se resolvem e que precisamos de mais e melhor qualidade de vida; mas também teremos que reconhecer que somos livres e, com determinação, que poderemos criar uma sociedade de mais abundância e mais próspera para legar às gerações futuras. A nossa responsabilidade começa mesmo em sermos cidadãos genuínos, cumprindo regularmente os nossos deveres cívicos. E, no domingo, teremos mais um. Junto à Mesa de Voto devemos sentir a responsabilidade de cumprir um preceito conseguido com a luta de muitos, que deram a vida para que este ato fosse uma realidade em Portugal.
A assinatura do A Aurora do Lima vai sofrer uma pequena atualização
Não é com prazer que o fazemos, e poucas vezes acontece. Ocorre porque chegamos a um novo sufoco, depois de cortes em tudo o que foi possível; depois do recurso a todo o tipo de poupanças, e depois de só não nos limitarmos na qualidade do produto que fazemos, porque neste estamos sempre a tentar o melhor. É verdade, o melhor, criando e chamando até nós os melhores colaboradores para as mais diversas áreas; que vão surgindo com a alegria própria de, voluntariamente, contribuir para que este jornal de 170 anos de vida honre os seus melhores valores; que são a defesa de uma região mais desenvolvida economicamente, mais culta, mais participativa, de melhor vivência, em suma, de superior grandeza intelectual.
Teremos um ajuste de mais cinco euros anuais na assinatura, que ajudará a suprir carências, confiantes que ninguém vai deixar de compreender que se trata de uma inadiável necessidade. E, assim, poderemos tranquilamente dizer: Obrigado, prezado leitor; obrigado, por estares sempre ao nosso lado; obrigado por fazeres parte desta simpática e combativa família.
GFM