Eixo Atlântico apela a pacto político para negociar e pressionar infra-estruturas

O Eixo Atlântico apela a um pacto político entre as forças políticas galegas e também portuguesas para negociar e pressionar os governos centrais para as infra-estruturas ferroviárias e rodoviárias. Esta foi uma das conclusões da apresentação do Relatório ‘Infra-estruturas Rodo- viárias e Ferroviárias na Eurorregião’, que teve lugar na Galiza, no dia 02 de abril.


“Há quatro factores que são determinantes no ciclo de desenvolvimento das infra-estruturas: a vontade política, a disponibilidade orçamental, a tramitação administrativa e o grau de complexidade das obras. Quando se trata de obras que atravessam fronteiras, acrescenta-se um factor adicional: o acordo entre os governos dos países por onde esse comboio, auto-estrada ou estrada vai passar”, pode ler-se no relatório, que dá conta que “a tramitação administrativa e a complexidade das obras não são, normalmente, os principais obstáculos ao êxito da realização de uma infra-estrutura”.

“Os problemas surgem na hora da tomada de decisões políticas sobre quais as infra-estruturas serão prioritárias na gestão dos dinheiros públicos, sobretudo quando há muitas frentes de actuação. Em muitas ocasiões, essa prioridade será condicionada pela capacidade de pressão que um território possa exercer para que os seus projectos passem do papel à realidade”, destaca o documento da autoria de Francisco Fernández.


Na apresentação, na Galiza, Xoán Mao, secretário geral do Eixo Atlântico alertou para a necessidade de os partidos deixarem de usar as infra-estruturas “como arma eleitoral” e de “lançá-las à cabeça umas das outras dependendo de quem governa”.
O estudo – que abrange os últimos 20 anos com dados fornecidos pela Adif e IP – confirma progressos e também défices persistentes nas infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias na Eurorregião. Por exemplo, sublinha-se que, apesar dos passos dados em alta velocidade, estes têm sido muito limitados e não respondem a uma melhoria global.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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