Nos dias 18 e 19 de maio, o Teatro Sá de Miranda, acolhe a segunda edição do OFTALGEST, que aborda o SNS e a sua articulação com os setores privado e social.
O OFTALGEST é o primeiro projeto de dimensão nacional organizado por uma especialidade médica, exclusivamente dedicada à gestão, e que reúne todos os stakeholders envolvidos no exercício da sua atividade e no planeamento do seu futuro.
“Coordenado pelo Serviço de Oftalmologia da Unidade Local de Saúde do Alto Minho, o OFTALGEST é muito mais que uma reunião sobre oftalmologia. O OFTALGEST representa uma nova abordagem ao Sistema de Saúde, e por isso, uma oportunidade para uma nova cultura, que traz a multidisciplinaridade do plano operacional para a fase de planeamento. Para tal, propõe um novo formato em que interagem diretamente clínicos e administradores hospitalares de todo o país, entidades governamentais da área da Saúde, e muitas outra entidades fundamentais no processo de decisão, centrados à volta de uma especialidade, abordando-a de forma estrutural, multidimensional, integrada, e pela primeira vez, à escala nacional”, refere fonte da organização.
A oftalmologia tem uma dimensão social fundamental, é a especialidade hospitalar mais solicitada, a que maior atividade assistencial apresenta no SNS, e a mais importante no financiamento dos hospitais onde exerce a sua atividade. E ainda assim, uma das que apresenta mais dificuldades no acesso e na equidade dos seus doentes. Os desafios que enfrenta são, por isso, sobreponíveis aos do Sistema de Saúde de forma transversal e comum a muitas outras especialidades. Pela sua preponderância, a Oftalmologia deverá continuar a assumir um papel fundamental na esfera clínica e social junto dos seus doentes, bem como na liderança do processo de reformulação que urge implementar no nosso Sistema de Saúde.
O projeto aborda, através da Oftalmologia, a evolução do Sistema de Saude de uma forma global, estabelecendo a ponte entre clínica e gestão, entre tecnologia e sustentabilidade, entre inovação e valor para o doente, em direção a um Sistema de Saúde por que todos aspiramos e onde todos os intervenientes são tidos como parte da solução.
