Eurodeputados do grupo “Patriotas pela Europa” em Viana do Castelo

Oito eurodeputados de seis nacionalidades, pertencentes ao grupo “Patriotas pela Europa”, visitaram esta segunda-feira a cidade de Viana do Castelo no âmbito de uma missão oficial do Parlamento Europeu. O objetivo da deslocação foi avaliar, no terreno, os impactos da crescente expansão da energia eólica offshore ao longo da costa portuguesa.

No final da visita, António Tânger Corrêa, eurodeputado eleito pelo Chega e promotor da visita, declarou ser “mais do que evidente o prejuízo que as eólicas offshore constituem para as comunidades pesqueiras, a pesca, a natureza e também para todas as atividades socioeconómicas relacionadas com o mar, como o turismo”.

A visita teve início na Marina de Viana do Castelo, com uma saída de embarcação às estruturas flutuantes do WindFloat Atlantic, infraestrutura que, segundo as associações de pescadores “representa uma ameaça real à biodiversidade marinha e compromete a sustentabilidade económica das comunidades costeiras que dependem da pesca.” Contudo, a viagem foi interrompida após a entrada no mar, devido às condições marítimas adversas, por uma questão de segurança da tripulação. 

A delegação reuniu-se também nas instalações da Ocean Winds, entidade responsável pelo projeto, para uma apresentação técnica onde foram debatidos os desafios da conciliação entre desenvolvimento tecnológico e a proteção das economias locais. Para António Tânger Corrêa essa compatibilização não está a ser assegurada, considerando “evidente a imposição de uma agenda energética centralizada, alheia às especificidades territoriais e à realidade das populações afetadas”. 

Mais tarde, teve lugar um encontro com representantes da Vianapescas, da Associação de Pescadores de Vila Praia de Âncora, Associação Pra Maior Segurança dos Homens do Mar (APMSHM), Associação de Armadores da Pesca Norte (AAPN), Associação Produtores de Pesca do Litoral Norte (APPLN) e Apropesca, durante o qual foram partilhadas preocupações sobre a perda progressiva de zonas de pesca, os impactos ambientais das turbinas eólicas e a falta de diálogo com as autoridades nacionais e europeias. 

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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