A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou esta terça-feira, no Parlamento, que a produção de energia eólica no mar (“offshore”) só avançará quando for economicamente viável, sublinhando que esse cenário “ainda está muito longe” de acontecer.
A governante respondia a perguntas sobre os projetos previstos ao largo do Porto e Póvoa de Varzim, garantindo que não há qualquer decisão tomada. “Só existirá eólica ‘offshore’ quando for economicamente viável. Até lá, não há nenhuma decisão”, disse.
O Plano de Afetação para as Energias Renováveis Offshore (PAER), aprovado em janeiro, define cinco zonas para futura exploração — Viana do Castelo, Leixões, Figueira da Foz, Ericeira-Cascais e Sines — totalizando 9,4 gigawatts de potência.
O setor da pesca tem manifestado preocupações com os impactos ambientais e económicos destes projetos, que, segundo a ministra, só avançarão se garantirem benefícios claros e sustentabilidade financeira.
Lusa
