A coordenadora do Bloco de Esquerda reuniu na última segunda-feira, pela terceira vez, com alguns técnicos de radiologia contratados por uma empresa de outsourcing e que prestam serviços na Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM).
“A situação de precariedade em que vivem é uma situação absurda, é uma situação que vai contra a lei”, explicava a líder. Catarina Martins garantia que “estes trabalhadores são contratados por outsourcing” e vão acabar o vínculo no dia 31 de março. Segundo alguns dos técnicos, que preferiram não se identificar já foram publicados anúncios de emprego para as funções que exercem e há “algumas pressões para não falarmos sobre o assunto”. A maioria prevê que os contratos não serão renovados.
Segundo Catarina Martins aqueles trabalhadores “estão na linha da frente nos hospitais do Alto Minho e são aliás quem estão na linha da frente a fazer todos os cuidados, desde logo de radiologia aos doentes que entram, doentes covid e não covid, todos os exames que precisam”.
Para a coordenadora bloquista, “a situação de precariedade em que vivem é uma situação absurda, é uma situação que vai contra a lei. Eles deviam sim trabalhar para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e não para uma empresa de outsourcing, eles respondem às chefias dos hospitais, eles trabalham nos hospitais, eles respondem por necessidades permanentes nos hospitais do Alto Minho”.
O Bloco já entregou um projeto na Assembleia da República para que estes profissionais sejam integrados no SNS e especificamente para que “a radiologia do Alto Minho deixe de estar dependente de uma empresa de outsourcing que de facto faz no SNS o trabalho do SNS. É absurdo”, considerou. Adiantando que “também vamos pedir o caderno de encargos da empresa de outsourcing para o concurso e a presença da administração da ULS do Alto Minho no Parlamento, porque tem de nos explicar como é que estes trabalhadores podem estar em outsourcing e como é que vai garantir os seus postos de trabalho no dia seguinte”.
