Ligações ferroviárias entre as preocupações

No próximo dia 21, em Valladolid (Espanha), realiza-se a cimeira ibérica e a Rede Ibérica de Entidades Transfronteiriças (RIET) vai propor o reforço das políticas públicas das zonas de fronteira.

Na última semana, a RIET reuniu, em assembleia, no Fundão, e José Maria Costa, edil vianense e seu presidente, anunciou propostas que passam também pela atualização da Convenção de Valência, existente desde 1986, quando os dois países ibéricos aderiram à, hoje denominada, União Europeia. “Ainda usa o fato da primeira comunhão”, observou.

A RIET engloba oito estruturas empresariais (entre as quais a confederação empresarial do Alto Minho (CEVAL), oito entidades transfronteiriças e 10 universidades de ambos os países ibéricos.

A articulação de calendários nas infra-estruturas ferroviárias é uma das preocupações. A linha do Minho está a ser eletrificada até Valença, daí a necessidade que Espanha faço o resto da ligação até Vigo. Aqui, José Maria Costa deu conta da intenção de ligar a estação onde o mesmo pára (a de Guixar, próxima do porto) à dos comboios de alta velocidade (AVE), na Avenida Urzaiz. Advoga um túnel para essa ligação, de modo a que, quem vier de Portugal, consiga dispor de uma ligação rápida ao resto de Espanha, nomeadamente Madrid, e à Europa.

Tendo em conta a constituição das eurocidades, entre municípios portugueses e galegos, bem como dos agrupamento transfronteiriços (AECT’s), outra proposta defende a criação de uma unidade de coordenação de emergência das comunidades de fronteira, nomeadamente nos meios de salvamento e luta para possíveis catástrofes, incêndios florestais e efeitos poluentes.

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