“Memórias de um Povo” regista testemunhos de 100 anciões

Com textos de Hermenegildo Viana e design de Rui Carvalho e Cecília Lages, acaba de ser editada, pela Viana Festas, a obra Memórias de um Povo. Conforme refere o autor, o livro de capa dura, com mais de 300 páginas, regista para a posteridade um conjunto precioso de testemunhos de 100 anciões do concelho de Viana do Castelo. “Este trabalho de cariz etnográfico, aborda a forte relação existente entre o traje e a memória, ao mesmo tempo que se regista como o traje vianense evoluiu entre 1925 e 1960”.

O lançamento ocorreu no último dia 14, ao final da tarde, no Centro Cultural de Viana do Castelo, com a presença do presidente da Câmara, elementos da vereação, da VianaFestas, da Associação Empresarial de Viana do Castelo e da Associação de Grupos Folclóricos do Alto Minho. Também, entre os presentes, estiveram pessoas que deram o seu testemunho para o livro, familiares e diversos elementos que colaboraram com o autor nos registos dos testemunhos em video, dos quais foram exibidos excertos.

São seis as regiões etnográficas do concelho vianense em que a obra aparece dividida: Litoral Sul e Ribeira de Viana, Margem direita do Vale do Neiva, Margem esquerda do Vale do Lima, Serra d’Arga e Margem esquerda do Vale do Âncora, Litoral Norte e Margem direita do Vale do Lima. Já as formas do traje, dividem-se em vestuário rural e vestuário suburbano. Naquele incluem-se os trajes de lavradores, caseiros, jornaleiros, cabaneiros e artistas. No suburbano, inserem-se os trajes das gentes da Ribeira.

O presidente da Câmara, Luís Nobre, sublinhou a importância de se salvaguardar a memória “para nos aceitarmos, identificarmos e revermos”, de forma a não se perder uma história coletiva e dar lugar à arrogância e ao esquecimento. Assinalou também um “trabalho exemplar e único” com “histórias narradas na primeira pessoa”. Manuel Vitorino, vereador da Cultura, aproveitou também para lembrar que a Memória é “parte da identidade que nos ajuda a avançar para o futuro” e mostrou o orgulho por, entre os depoimentos registados na obra, estar o da sua progenitora.  

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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