Montenegro em arruada com centenas de apoiantes

As arruadas são um ritual que subsiste ao longo das campanhas eleitorais. O líder do PSD, Luís Montenegro, acompanhado do seu antecessor, Rui Rio, e de elementos da lista pelo circulo de Viana do Castelo percorreram, esta tarde artérias do centro desta cidade, entre a Praça da Liberdade e o Largo S. Domingos, passado pela Avenida dos Combatentes e Rua Manuel Espregueira.

Fizeram-no acompanhados por bombos e música folclórica, bem como dos presidentes de Câmara dos Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Ponte de Lima, centenas dos seus apoiantes com bandeiras da AD e dos partidos desta coligação eleitoral, PSD e do CDS/PP, mas com ausência, notada, ao longo da campanha, do PPM.

Montenegro chegou a entrar em alguns estabelecimentos comerciais por breves momentos e chegou a dirigir uma saudação aos seus apoiantes a partir de uma das varandas da Casa Manuel Espregueira e Oliveira. Montenegro, que, antes, tinha estado em Arcos de Valdevez, garantiu estar atento aos problemas das gentes da região e apelou ao voto e à confiança na AD.

Solicitado pelos jornalistas, ainda a meio da Rua Manuel Espregueira, o ex-líder Rui Rio, a “surpresa” que apareceu na arruada num concelho onde tem casa de férias, defendeu que só há duas opções nas legislativas entre quem “entende que país está bem” ou quem entende que é preciso mudar.

Rio disse acreditar “nessa mudança” e recordou que é o que “os indicadores apontam”, contudo admitiu que tem “muitas reservas” quanto às sondagens. A participação ao lado de Montenegro é, como o próprio admitiu, um “sinal de união”. O anterior líder social-democrata recusou ainda dar conselhos a Luís Montenegro derrota na AD, respondeu: “Se isso acontecer tem a ver, na minha opinião, com fatores que foram determinantes como aconteceu também no meu tempo, com aspetos como o salário mínimo e as reformas, que levarem as pessoas a votarem com base nessa historia e esquecendo o futuro do país”, disse.

Já quanto a Eduardo Teixeira, que saiu do PSD para ser o cabeça de lista do Chega,, Rio usou da ironia: “Em Viana do Castelo custa-me um bocado dizer mal do Chega, já não sabíamos como nos havíamos de ver livres do dr. Eduardo Teixeira e o Chega levou-o, prestaram-nos um enorme serviço”.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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