Torno público a observação de sete flamingos, Phoenicopterus roseus, no Rio Lima em Viana do Castelo, durante a primeira semana do mês de outubro de 2025.
O flamingo é uma ave pernalta, com patas cor-de-rosa muito compridas, pescoço comprido, branco-rosado, tal como o corpo. As asas, quando abertas, mostram uma parte anterior de um vermelho-rosado-vivo com as penas de voo pretas. O bico é espesso e curvo, vermelho-claro, com o a extremidade preta. Apresenta coroa branco-rosada, uropígio e cauda branco-rosado e a cauda é branco-rosada, sendo esta curta e arredondada.
Esta ave emite cacarejos ruidosos, sons tipo trompete, assim como grunhidos mais profundos.
A sua alimentação é constituída essencialmente por pequenos invertebrados, nomeadamente crustáceos, insetos, moluscos e anelídeos.
A cor que os flamingos adultos apresentam, cor – de – rosa, deve -se ao facto de ingerirem muitos pequenos animais ricos em carotenos, que são sintetizados pelo seu organismo.
É uma ave observada nas zonas húmidas costeiras, nos estuários, nas salinas, em aquaculturas de camarão e pisciculturas extensivas. Também são avistados em áreas onde exista disponibilidade elevada de águas pouco profundas ou lamas entremarés, em albufeiras no interior e em terrenos lavrados alagados.
Esta ave apresenta um comprimento entre os cento e vinte e cinco a cento e quarenta e cinco centímetros e de envergadura entre cento e quarenta a cento e sessenta e cinco centímetros.
Constrói o ninho com um montículo de lama. As posturas ocorrem em maio e junho e a fêmea põe um ou dois ovos, brancos com matiz esverdeado, que eclodem passados vinte e oito a trinta e dois dias.
Os juvenis realizam o seu primeiro voo ao fim de setenta e oito dias.
Os flamingos reproduzem-se, com mais expressão, em apenas três ou quatro locais na Europa: Camargue em França, e em Espanha (Coto Doñana, Fuente de Piedra e Delta do Ebro).
Recentemente, em Portugal, já foi confirmada a sua reprodução com sucesso.
Muitos dos flamingos observados entre nós, estão de passagem entre as suas colónias de nidificação e os locais de invernada.
O futuro desta espécie no nosso país é incerto.
Esta é uma espécie que devemos proteger!
Jorge Silva
