Outra Vez Peixe?! apresentado hoje em Viana

O espetáculo infantojuvenil criado pelo Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana “Outra vez Peixe?! é apresentado hoje às 11h e às 16h.

A peça, com humor e ternura, reflete sobre a forma como o nosso paladar muda ao longo da vida e sobre o poder que os adultos têm em decidir o que é “boa comida”, enquanto as crianças apenas protestam perante o inevitável “outra vez peixe?!”.

À noite, às 21h, sobe ao palco a Companhia de Teatro de Braga com Os das Latas de Conserva, de Edward Bond, o dramaturgo britânico que marcou gerações e cuja morte, em 2024, deixou um vazio na cena europeia. A peça é um retrato agudo de um tempo de crise e ameaça, mas também um espelho perturbador do presente.

Nos dias 17 e 18 de novembro, o público é convidado a revisitar uma criação emblemática da Peripécia Teatro: Ibéria. Em palco, três atores oriundos de Portugal e Espanha refletem com ironia e afeto sobre a história peninsular e os laços entre os dois países. Ibéria apresenta-se no dia 17, às 21h, e no dia 18, às 11h e 15h30, com estas duas últimas sessões especialmente dedicadas a públicos organizados e escolas secundárias, numa clara aposta do festival no envolvimento com as comunidades educativas.

Ainda no dia 17 de novembro, o festival acolhe uma das iniciativas mais relevantes da sua programação complementar: o debate Interferência Política nas Artes: Pela Liberdade Artística Contra a Censura, com a participação por videoconferência de Milo Rau, encenador e diretor do Festival de Viena, no contexto da campanha global pela arte e pela democracia Resistance Now! Together (Resistir agora! Juntos). Impulsionada pelo próprio Milo Rau no final do ano passado, a campanha — que já conta com mais de 200 organizações culturais a nível global, entre as quais o Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana e o seu festival — que unem na defesa da liberdade artística contra a qualquer tipo de censura.

No dia 18, às 18h30, o coletivo Cem Palcos apresenta A Baba do Lobo, uma coprodução com o Teatro Vila Velha (Brasil) que revisita a “febre do volfrâmio” dos anos 40 nas serras portuguesas, refletindo sobre as suas consequências sociais, políticas e ambientais.

19 de novembro, a Companhia do Chapitô leva à cena Rei Lear, a sua singular e irreverente leitura da tragédia de Shakespeare. Nesta versão minimalista, três intérpretes dão corpo a todas as personagens, revelando o teatro na sua essência: o espaço onde o poder, a loucura e a humanidade se expõem em carne viva.

No dia 20 de novembro, às 18h30, o Saaraci Coletivo Teatral apresenta Cabral Corpo, uma criação que (re)interpreta o legado simbólico de Amílcar Cabral através da fusão entre teatro, dança e performance. Às 21h00, sobe ao palco O único que verdadeiramente quixen toda a vida é ser delgada, da companhia galega Butacazero, um texto que aborda, com humor ácido e coragem, a “gordofobia” e as imposições da sociedade da beleza.

21 de novembro, o Teatro Meridional e o Teatro Regional da Serra do Montemuro apresentam , história de migrações e desigualdades entre o interior e a cidade, o passado e o presente, metáfora das deslocações humanas e do desejo universal de encontrar o seu lugar.

No dia 22 de novembro, às 11h00 e 16h00, a Companhia Caótica apresenta Tocas, espetáculo sem palavras que celebra a casa, o afeto e a pertença, convidando o público a partilhar o mesmo espaço e a mesma “toca”. À noite, às 21h00, o encerramento faz-se com Hokuspokus, da aclamada companhia alemã Famille Flöz, internacionalmente reconhecida pela sua linguagem teatral única. Em Hokuspokus, nada é real e, paradoxalmente, nada é mais verdadeiro do que as máscaras que habitam este universo poético, físico e mágico.

Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana reafirma o seu compromisso com a inclusão e a acessibilidade, garantindo que todas as récitas do Festival de Teatro de Viana do Castelo contam com recursos de acessibilidade, entre os quais tradução simultânea em Língua Gestual Portuguesa, legendagem em português e inglês, reconhecimento de palco e audiodescrição.

Festival de Teatro de Viana do Castelo 2025 proporciona oito dias de espetáculos de grande qualidade, reunindo companhias nacionais e internacionais, artistas consagrados e novas vozes, para celebrar o poder transformador do teatro, afirmando Viana do Castelo como uma das capitais culturais do país.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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