PCP assinala o Centenário de Carlos Plácido, resistente anti-fascista e militante comunista

A Direcção da Organização Regional de Viana do Castelo do PCP assinalou, no passado sábado, o centenário de Carlos Plácido.

Numa sala cheia da Biblioteca Municipal, Filipe Vintém, do Secretariado da DORVIC, apresentou a sessão em que se declamaram poemas que o próprio havia publicado na Seara Nova nos anos 40 e se assistiu a uma curta-metragem construída a partir da sua coleção de pins, realizada pela sua neta. As intervenções políticas ficaram a cabo de Francisco Araújo, do CC e responsável pela Organização Regional, e de Belmiro Magalhães, da Comissão Política. Vindo de propósito de Inglaterra, o seu filho Carlos também tomou a palavra e, em nome da família, agradeceu o gesto do Partido.

Carlos Alberto Plácido de Sousa, nascido em Lisboa em 1925, médico de profissão, aderiu ao Partido Comunista Português em 1947. Teve uma participação ativa no MUD Juvenil, destacando-se como representante na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Em janeiro de 1960, esteve envolvido na histórica fuga de Peniche, desempenhando um papel essencial nesse marco maior da resistência antifascista, fornecendo o anestésico que neutralizaria um guarda e depois conduzindo uma das viaturas com os fugitivos até um local seguro.

Durante o seu exílio em Inglaterra foi responsável pela organização do PCP em Londres e pela edição do The Portuguese and Colonial Bulletin, denunciando internacionalmente o regime fascista português. Após o 25 de Abril de 1974, continua a actividade política em Inglaterra e regressa a Portugal em 1983. Fixou-se em Vila Nova de Cerveira, assumindo diversas responsabilidades na Organização Regional de Viana do Castelo, de cuja Direção Regional fez parte até ao seu falecimento.

A exposição inaugurada de seguida no Centro de Trabalho do Partido só foi possível com o apoio da família que cedeu o arquivo pessoal e acompanha o percurso de vida e luta de Carlos Plácido contra o fascismo e o colonialismo português. Com dezenas de originais de fotografias, folhetos clandestinos e proibidos ou boletins editados no estrangeiro, permite uma visão das múltiplas formas que a resistência tomou – dos actos mais singelos aos mais espectaculares, dentro do País ou mesmo a partir do estrangeiro. Pode ser visitada durante todo o mês de Dezembro.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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