Uma decisão final sobre a instalação do serviço de radioterapia em Viana do Castelo deverá ser conhecida em setembro. A informação foi-nos transmitida por Defensor Moura, presidente da assembleia geral da Liga de Amigos do Hospital.
Na região minhota, o hospital Santa Luzia, em Viana do Castelo, foi, a par do de Braga, o único incluído no Plano Nacional de Radioterapia na região minhota. Defensor Moura, que tem estado em contacto com o titular da pasta da Saúde, deu-nos conta de que o número de subscritores do abaixo assinado a favor do serviço na capital alto-minhota ultrapassa os 33 mil.
Conforme nos recordou, são cerca de 400 pessoas do distrito de Viana do Castelo (facto que a administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) desconhecia, assim como queixas por parte dos utentes) que têm de se deslocar ao Porto ou a Braga para fazerem este tratamento de combate ao cancro e, também, a dores que a doença acarreta.
Adiantou, também, que o Estado não terá maiores custos com a instalação deste serviço em Viana do Castelo, lembrando, ainda, os custos inerentes ao transporte para Braga ou Porto. Nestes, aliás, os serviços de radioterapia estão concessionados a privados. No caso do Porto, funciona, em parte inclusive, numa unidade de saúde do grupo Cuf.
Especula-se, no entanto, que poderá haver lobi por parte de privados (Braga e Porto), no sentido de que não lhes interessará que, na ULSAM, exista um serviço de radioterapia.
Lembremos que a Liga do Hospital continua a promover a recolha de assinaturas, sendo que deste já foi dado conhecido ao ministro da Saúde, numa reunião em que, também, participaram representantes da CIM Alto Minho e da ULSAM. Na oportunidade, além dos serviços de radioterapia, foram também abordadas outras questões relativas aos serviços de saúde no Alto Minho.
A instalação dos serviços de radioterapia em Viana do Castelo poderá implicar a construção de um novo edifício, sendo o local mais indicado o topo norte do parque de estacionamento explorado pelos bombeiros. Moura lembra que terá de ter três metros de espessura, por causa das radiações, existindo paredes dessa dimensão nas traseiras e num dos lados. Outra alternativa poderá passar pela ampliação do próprio edifício do hospital da ULSAM.
Falamos, também, com outra fonte que acompanha o dia a dia da vida desta unidade de saúde, que observou que, não obstante asseverar que é a favor da instalação dos serviços em Viana do Castelo, a administração da ULSAM tem registado uma atitude mais passiva, relativamente a esta questão, dizendo, até, que não há queixas registadas quanto a esta necessidade.
A mesma fonte notou também que, na generalidade, os administradores não são da região e dependem de nomeação governamental. Estes factos poderão também contribuir para a passividade.
