Vianense premiada pelo Governo francês

A cerimónia de entrega das insígnias de Cavaleiro na Ordem Nacional das Artes e das Letras teve lugar a 21 de março na Embaixada de França, em Lisboa. A vianense Tânia Carvalho junta-se, assim, a nomes como Amália, José Saramago, Manoel de Oliveira ou António Pinto Ribeiro já distinguidos pelo Ministério da Cultura francês.

Tânia Carvalho mantém “estreita relação” com França desde 2008, sendo convidada para criar, coreografar e apresentar-se em diversos contextos. O trabalho foi coproduzido, apoiado e apresentado em França por estruturas como ADC – Association pour la Danse Contemporaine, Ballet de l’Opéra de Lyon, Ballet National de Marseille, Biennal de la Danse de Lyon. “Alternando entre solos, concertos, peças de grande envergadura e colaborações artísticas, Tânia Carvalho foi esculpindo, desde os anos 90, um trajeto multidisciplinar – com mais de 40 obras – que se expande entre a dança, a música, o desenho e o cinema”, refere fonte próxima da artista.

No universo da composição musical, além de trabalhar as bandas sonoras de grande parte das suas peças, desenvolveu os projetos Madmud (2007), Idiolecto (2013) e Duploc Barulin (2019), e cocriou sob o nome Papillons d’éternité (duo formado com Matthieu Ehrlacher) Concerto (2021), Greta Oto (2021) e LYROPTERYX APPOLLONIA (2022).

Em 2018, realizou o primeiro filme Um Saco e uma Pedra – peça de dança para ecrã, estreado no Teatro Maria Matos, com orquestração ao vivo por um quarteto de cordas e percussão, e apresentado depois no Festival Chantiers d’Europe (Théâtre de la Ville em Paris), no Festival Abril Dança em Coimbra (TAGV), na BoCA Biennal of Contemporary Arts na Cinemateca Portuguesa, no Théâtre Les Abbesses, no Festival Planalto, entre outros.

Toledo, a exposição de desenhos sempre em mutação, que tem um percurso com quase uma década, já foi exibida no CAAA (Guimarães), na BoCA (Lisboa), KLAP Maison pour la Danse (Marselha), Théâtre de la Ville (Paris), entre outros.

Ao longo dos anos, o trabalho de Tânia Carvalho foi “reconhecido e celebrado” em diversas ocasiões.

A sua peça Inicialmente Previsto recebeu, em 2000, o Prémio Jovens Criadores. Icosahedron foi galardoada com o Prémio Melhor Coreografia, em 2012, pela Sociedade Portuguesa de Autores. Em 2019, Tânia Carvalho foi distinguida com o título de Cidadã de Mérito pela Câmara Municipal de VC e, em 2021, voltou a receber o Prémio de Melhor Coreografia, pela SPA, com a peça Onironauta. Em 2018, o Teatro Municipal Maria Matos coorganizou, com o São Luiz Teatro Municipal e a Companhia Nacional de Bailado, o Ciclo Tânia Carvalho, apresentando uma seleção de obras criadas entre 2008 e 2018, incluindo a estreia de uma nova criação para a Companhia Nacional de Bailado.

Ao longo de 2022, o Théâtre de la Ville – Paris dedicou, no âmbito da Temporada Cruzada Portugal-França, um especial enfoque ao percurso de Tânia Carvalho, apresentando alguns dos trabalhos “mais emblemáticos” em várias salas da capital francesa.  

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