No âmbito do Dia Europeu da Vítima de Crime (22 de fevereiro), a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima apresentou o relatório “Estatísticas APAV | Totais Nacionais 2025”, com dados relativos ao apoio prestado ao longo de 2025, presencialmente, por telefone e por e-mail.
A violência doméstica continua a ser o crime predominante (73,9%), seguindo-se a partilha online de conteúdo de abuso sexual de menores (3%) e as ofensas à integridade física (2,5%). O perfil das vítimas é maioritariamente feminino (75,5%), com idade média a rondar os 37 anos.
O concelho de Viana do Castelo registou o maior aumento percentual de pedidos de apoio à APAV: 43%. Segundo a associação, este crescimento está relacionado com a eficácia das Equipas Móveis e dos Polos de Atendimento em Itinerância, que permitiram maior proximidade e visibilidade em territórios anteriormente com menor expressão estatística.
O Bloco de Esquerda manifestou preocupação com o aumento expressivo dos pedidos de apoio, considerando que estes refletem o agravamento da violência contra as mulheres e a insuficiência das respostas públicas. Apesar da diminuição global da taxa de criminalidade entre 2000 e 2024, aumentou a proporção de mulheres entre as vítimas.
O partido defende um papel mais ativo das autarquias, nomeadamente através de:
- Planos Municipais para a Igualdade
- Gabinetes de apoio e encaminhamento a vítimas
- Campanhas de sensibilização
- Adesão à Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica
- Disponibilização de casas-abrigo e habitação a custos controlados
Para o Bloco de Esquerda, o aumento dos pedidos de apoio representa vidas marcadas pela violência e exige respostas públicas mais eficazes, garantindo proteção, autonomia e segurança às mulheres vítimas de violência.

