Para quando um Centro de Dia?

Amanhã é o Dia dos Avós. Tenho para mim que um dia é manifestamente insuficiente para sublinhar todo o seu significado, porém é amanhã que muitos serão acarinhados por força desta celebração. Um beijinho e um abraço (como quem diz obrigado por tanto), uma fatia de bolo (porque um docinho alegra e condiz com a efeméride), uma fotografia do neto (tão bem colocada na cómoda do quarto)… Seja. Merecem todo o respeito e dedicação. Há muitas culturas em que os ancestrais representam o cerne do conhecimento e, por isso, são até reverenciados.

A par de ser avô, ser idoso é condicionante. A esperança de vida dos portugueses ultrapassa, atualmente, os 80 anos, sendo mais elevada do que a média da União Europeia, e o número de pessoas com mais de 75 anos é superior a 1 milhão. Nas palavras de Graça Freitas, Diretora-Geral da Saúde: “Viver mais é uma conquista. Viver melhor é um desafio.” De facto, para manter uma sociedade saudável e competitiva, num contexto demográfico envelhecido, é imperativo apostar na promoção da saúde e na prevenção de doenças. E é neste ponto que me detenho. Mazarefes não foge à regra.

A nossa freguesia está repleta de idosos, avós, pessoas que foram estruturais para as suas famílias, que continuam a ser, enquanto idosos, o sustento e apoio dos descendentes em muitos momentos. No entanto, o cansaço físico, o declínio funcional e o isolamento parecem inevitáveis. É uma reflexão que me obriga a questionar o que está a ser feito em prol da melhoria da esperança de vida com saúde. Repito, com saúde. Reparo que alguns dos nossos idosos beneficiam dos centros de dia de freguesias circunvizinhas, e mesmo de outras valências de apoio à terceira idade. Com uma vida social mais ativa, com a reintrodução de rotinas saudáveis, a oportunidade de participar em algum tipo de atividade física e a garantida de alimentação equilibrada, procuram recuperar qualidade de vida. E conseguem. Fico a pensar nos restantes.

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