Viana do Castelo prepara-se para acolher um ambicioso projeto de aquacultura na zona sul do concelho, nas imediações de Vila Nova de Anha e Chafé, que inclui também a construção de novas infraestruturas para tratamento de águas residuais.
De acordo com declarações do chefe do município vianense, Luís Nobre, o projeto resulta de um processo de identificação técnica do local mais adequado, tendo sido escolhida uma área atualmente ocupada por uma bacia de infiltração, gerida pelas Águas do Norte.
A concretização da iniciativa exige um acordo entre três entidades: o município, enquanto proprietário do terreno; a empresa investidora; e a entidade gestora das águas. Como contrapartida, a empresa assumirá todos os custos associados à desativação da atual bacia de infiltração, à construção de uma nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) e de um emissário para encaminhamento das águas tratadas para o mar.
Segundo o autarca, a nova infraestrutura não servirá apenas o projeto de aquacultura, mas também reforçará o sistema de tratamento de águas residuais da região, aumentando a capacidade e eficiência do serviço.
O investimento previsto é significativo, podendo ultrapassar os 10 milhões de euros apenas nas infraestruturas base. Além disso, a empresa pagará uma renda mensal ao município durante um período de 50 anos.
O projeto insere-se numa tendência de crescimento da aquacultura, impulsionada pela necessidade de aumentar a produção alimentar e pela limitação dos recursos naturais no mar. A localização, a cerca de 300 metros do mar, foi considerada estratégica devido às características das águas e condições naturais da região.
Apesar do avanço, o processo é complexo e de longo prazo. Os investimentos podem demorar vários anos até à sua concretização total.
