Na Sessão Solene do 178º aniversário de elevação de Viana do Castelo a cidade, acontecida na passada terça-feira, dia 20, no Teatro Sá de Miranda, procedeu-se à atribuição de títulos honoríficos de Cidadãos de Honra, Honorário e Mérito. Com títulos semelhantes contemplaram-se, igualmente, instituições e empresas de Mérito. Para o Município, “a iniciativa visa prestar homenagem a personalidades, instituições e empresas que, em variadas áreas, se salientam por notáveis serviços prestados a Viana do Castelo, e outras comunidades”.
Reconhecer publicamente o mérito, desde que com imparcialidade e retidão, só valoriza o conceito da cidadania, servindo, ainda, como exemplo para as sociedades no seu todo. Também, regularmente, o “A Aurora do Lima”, vê colaboradores seus serem agraciados, numa demonstração evidente de que neste jornal mora a competência, a seriedade, o empenho e o serviço público. Desta vez foram dois seus ex-diretores a serem contemplados com galardões. Um de longa data e outro de tempo recente. Foram eles, João Caetano da Silva Campos (1851/1929), como Cidadão de Honra, e Bernardo Silva Barbosa (1940/2025), como Cidadão de Mérito.
Pelos dois há um profundo sentimento de gratidão nesta casa, notoriamente reconhecido. Porém, neste momento em que são publicamente agraciados, também aqui deve imperar o orgulho pela realização de mais um ato que atesta o labor, a dedicação e o altruísmo de ambos.
Sobre Silva Campos disse Artur Maciel (1900/1977), Escritor Vianense e nosso ex-colaborador ativo, na conferência do centenário deste jornal em 1955: “Pelo fulgor do seu espírito, pela vibração da sua pena, pela força empolgante da sua palavra, João Caetano, sendo já a nova alma do jornal, iria insuflar-lhe vida nova e a mais brilhante de toda a sua carreira”.
Sobre Bernardo Barbosa, com quem emparceiramos ao longo de vários anos na defesa desta sua e nossa Aurora, como costumava afirmar, dissemos nós: “(…) Trabalhou árdua e graciosamente, por vezes, suportando custos pessoais para atender a momentos de crise (…) e (…) ao longo de anos, passou a pente fino a coleção deste velho Aurora, fazendo um registo do que de mais importante e noticioso encontrou, um trabalho ciclópico, que só por muito amor e abnegação alguém poderia fazer. Hoje trata-se de uma ferramenta que muito ajudará a compreender a evolução de Viana e o Alto Minho desde 1855 (…)”.
Neste momento, em que foram justamente homenageados, só nos resta curvarmo-nos em sua memória e dizer-lhes que não foi em vão o seu abnegado trabalho.
GFM