O Município de Ponte de Lima e o Teatro Diogo Bernardes apresentaram o espetáculo de Ópera, que estreia no Dia de Ponte de Lima, 04 de março, no palco do Teatro Diogo Bernardes.
A ópera “PAPA EST MORT – António Feijó, o poeta que morreu de amor”, é uma criação original que homenageia a vida e a memória de uma das figuras mais marcantes da cultura limiana e da literatura portuguesa. A apresentação insere-se nas comemorações do Dia de Ponte de Lima, celebrando a identidade e o património cultural do concelho.
Inspirada na vida e nas cartas de António Feijó, poeta, diplomata e pedagogo, esta ópera nasce do diálogo entre palavra e música, cruzando biografia e emoção num território onde a memória ganha corpo. O ponto de partida é o período que medeia a morte de Maria Carmen, sua esposa, e o seu próprio desaparecimento – dois anos de dor, silêncio e escrita, nos quais Feijó se manteve fiel à criação como última forma de resistência e permanência.
O libreto inspira-se na carta em que o filho, Toni de Castro Feijó, anuncia ao amigo Luís de Magalhães a morte do pai, com a expressão “Papa est mort”. A partir desse gesto, a obra ergue-se como uma reflexão sobre o amor, a perda e a redenção pela arte. A música e o teatro reencontram, assim, o homem luminoso, de humor fino e espírito convívio, para quem a vida foi festa, amizade e poesia.
“PAPA EST MORT” é uma criação coletiva que une compositor, libretista, encenador, músicos, cantores e criadores plásticos num mesmo propósito: revisitar António Feijó através da arte contemporânea, num diálogo entre o passado e o presente, entre o íntimo e o universal. Com encenação de António Durães, música da autoria de Fernando C. Lapa, a direção musical está cargo do Maestro José Eduardo Gomes.
O público é convidado a assistir a esta viagem sensível e poética, onde palavras e melodias se transformam num coro de memória, luz e emoção — um tributo à figura do poeta que fez da escrita um modo de amar, resistir e permanecer.

