O Grupo Municipal do CHEGA abandonou, esta semana, a sessão da Assembleia Municipal de Viana do Castelo durante a votação sobre a constituição da comissão de acompanhamento da futura Polícia Municipal, em protesto contra a sua exclusão daquele órgão.
Segundo o partido, desde o início do processo que defendeu a inclusão de todas as forças políticas com representação na assembleia, com o objetivo de garantir maior pluralismo, transparência e escrutínio. No entanto, a proposta apresentada pelo Partido Socialista, com o apoio do Partido Social Democrata, limita a participação a um número restrito de intervenientes, deixando de fora o CHEGA.
Em comunicado, o partido considera a decisão “grave” e interpreta-a como uma tentativa de afastar a sua intervenção política num processo que considera relevante para o concelho. O CHEGA recorda ainda que a criação da Polícia Municipal tem sido uma das suas bandeiras, tanto no programa eleitoral como na sua atuação ao nível local.
A nota refere também que o descontentamento não se limitou ao partido, indicando que outros representantes, incluindo elementos ligados à Junta de Freguesia da Cidade e deputados municipais, manifestaram reservas quanto ao modelo aprovado.
Para o CHEGA, a decisão resulta de um alinhamento entre PS e PSD que, na sua perspetiva, condiciona o debate e limita o acompanhamento de um processo considerado importante. O partido afirma ainda não concordar com “decisões que procuram apenas dar aparência de participação”.
Apesar da saída da sessão, o grupo municipal garante que continuará a exercer o seu papel político “de forma firme, responsável e interventiva”.
A criação da Polícia Municipal em Viana do Castelo tem sido um tema em discussão nos últimos meses, sendo apontada como um instrumento para reforçar a segurança e a gestão urbana no concelho.

