Porfírio Pereira da Silva

Brumas do Tempo (LXVIII)

Há ruas que não são apenas caminhos, mas páginas silenciosas onde o tempo escreve a história dos homens. A Rua Roque de Barros, outrora das Tripeiras, em Viana do Castelo, é uma dessas testemunhas discretas do passado, cuja beleza, preservada pelo cuidado humano, nos convida a refletir sobre a memória, a identidade e a passagem dos séculos. Mas que sabemos, …

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Brumas do Tempo  (LXVII)

Jantar à luz indireta, num dos restaurantes da terra que nos viu nascer, conduziu-nos, quase inevitavelmente, à Alegoria da Caverna, de Platão. Talvez porque toda a sombra, quando interrogada, nos remeta para a eterna tensão entre aparência e realidade, entre aquilo que os sentidos apreendem e aquilo que a razão procura compreender. Na alegoria platónica, o ser humano encontra-se inicialmente …

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Brumas do tempo (LXV)

(LXV) Há livros que não se limitam a narrar o que foi vivido: interrogam o sentido de ter vivido. NO RÉS DOS AFETOS: Percursos da Memória I (Depósito Legal: 561934/26) pertence a essa rara linhagem. José Luís Carvalhido da Ponte, professor aposentado, poeta, homem solidário, ativo e eticamente liberto da sua servidão no que diz respeito aos sentimentos e ciente …

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Brumas do tempo (LXIV)

A Quinta do Paço d’Anha, Viana do Castelo, é mais do que um lugar inscrito na geografia: é um fragmento do tempo onde a História se demora e a memória resiste. Entre as antigas “Terras de Neiva”, moldadas pela vontade de reis, duques e fidalgos, cada pedra parece guardar um eco que as brumas dos séculos não conseguiram silenciar. O …

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Brumas do Tempo (LXIII)

Há lugares onde a pedra deixa de ser apenas matéria e se transforma em pensamento. Este pequeno vestígio da antiga muralha medieval, coroado por três ameias e pela memória gravada de um povo que lutou pela sua liberdade, não testemunha apenas um acontecimento histórico; testemunha a permanência da identidade humana perante a erosão inevitável do tempo. Cada pedra parece afirmar …

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Brumas do Tempo (LXII)

O património edificado constitui uma das mais profundas expressões da permanência humana no tempo. Cada pedra, cada portal e cada espaço conservado ou transformado testemunham não apenas um acontecimento histórico, mas a contínua necessidade do homem de atribuir significado à sua existência. Construir é um gesto de afirmação; preservar é um ato de consciência; restaurar é reconhecer que a memória …

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Brumas do Tempo (LXI) 

Arlindo PINTOMEIRA (1946) pertence àquela rara linhagem de criadores para quem a arte não constitui apenas uma forma de expressão, mas antes uma condição de existência e de pensamento. Há perto de seis décadas que o seu nome se inscreve, com singular coerência, no horizonte cultural português, movendo-se entre a reflexão estética e a procura incessante de um sentido para …

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Brumas do Tempo (LVIX) 

Nos Molhes de Viana do Castelo, onde o mar encontra a pedra e o olhar procura o infinito, a paisagem oferece mais do que uma simples contemplação: convida a uma reflexão sobre a relação entre a visão humana e a mente que interpreta o mundo. O Mar de Viana nem sempre foi o mesmo, ainda que as suas águas pareçam …

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