O projeto Her da Universidade Politécnica de Viana do Castelo (UNIPVC) acompanha atualmente 30 participantes, com sessões em pequenos grupos e exercícios adaptados à condição clínica, às capacidades e às necessidades de cada uma. Em atividade desde 2022, o projeto continua a apoiar mulheres durante e após os tratamentos oncológicos e pretende criar condições para chegar a mais participantes.
Coordenado e operacionalizado por Sílvia Rodrigues, docente da Escola Superior de Desporto e Lazer (ESDL-UNIPVC), e por Margarida Marinho, estudante de doutoramento em Ciências do Desporto da UNIPVC, o HER decorre atualmente nas instalações do Spotlight, entidade parceira que disponibiliza o espaço para a realização das sessões, em Viana do Castelo.
Uma das características do HER é a atenção às necessidades individuais. Antes de iniciarem a prática, todas as participantes realizam uma avaliação que inclui a recolha da história clínica, testes físicos e funcionais e questionários.
Com base nessa informação, a equipa define um programa de exercício ajustado à condição clínica e física de cada mulher. O acompanhamento prossegue ao longo das sessões, permitindo adaptar a intensidade e os exercícios à evolução, aos sintomas e à forma como cada participante se sente.
As aulas decorrem em pequenos grupos, habitualmente de cinco a seis mulheres, uma opção que permite conciliar a prática coletiva com uma atenção individualizada.
“Sabemos que, durante os tratamentos, sobretudo a quimioterapia, a fadiga é uma das principais barreiras à prática de atividade física e pode influenciar a perceção do esforço. Por isso, trabalhamos com grupos pequenos, de cinco a seis participantes por sessão, o que nos permite assegurar um acompanhamento próximo e individualizado”, explica Sílvia Rodrigues.
A docente sublinha que esta proximidade é uma das características que a equipa pretende preservar, mesmo perante o objetivo de alargar o projeto a mais participantes.
A prática de exercício físico adaptado pode trazer benefícios durante e após os tratamentos do cancro da mama. Entre eles destacam-se a redução da fadiga, a manutenção ou melhoria da força muscular, da capacidade cardiorrespiratória e da mobilidade articular do ombro, fatores que podem contribuir para uma maior autonomia nas atividades quotidianas.
No HER, a componente física cruza-se com uma dimensão social igualmente valorizada pela equipa. As sessões em grupo proporcionam momentos de convívio e partilha entre mulheres com experiências relacionadas com a doença, ajudando a contrariar o isolamento e a reforçar a motivação para a prática de exercício.
A equipa tem acompanhado diferentes indicadores da condição física, do bem-estar psicossocial e da qualidade de vida das participantes.