A Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) inaugura amanhã, dia 22 de abril, pelas 16h00, na Garagem Avenida em Guimarães, a exposição “A-SALTO: Vemo-nos no fim do mundo”, resultado de um projeto curatorial desenvolvido pelos alunos da Licenciatura em Artes Visuais da Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho.
Reunindo obras de 10 artistas da coleção do Museu Bienal de Cerveira e 22 alunos da Licenciatura em Artes Visuais da Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho, num total de cerca de 30 obras, a exposição “A-SALTO: Vemo-nos no fim do mundo” propõe uma reflexão sobre o conceito de “fim do mundo” enquanto espaço simbólico de limite, transformação e possibilidade. A mostra integra-se no trabalho desenvolvido no âmbito da unidade curricular “Prática Expositiva”, sob orientação científica das professoras Susana Gaudêncio e Luísa Abreu, com apoio técnico da FBAC.
Evocando a condição transfronteiriça de Vila Nova de Cerveira, o projeto a-SALTO inspira-se na memória de “passar a salto” para repensar fronteiras e relações culturais. Através de novas curadorias sobre a coleção do Museu Bienal de Cerveira, propõem-se leituras alternativas das narrativas instituídas e promove-se a itinerância do acervo, reforçando o diálogo entre memória, território e criação contemporânea.
Como refere o texto curatorial, “Vemo-nos no fim do mundo não anuncia qualquer desfecho, propõe, pelo contrário, um encontro.” Através de uma diversidade de linguagens (escultura, vídeo, som, têxtil, fotografia, desenho e performance) os trabalhos apresentados exploram relações entre corpo, matéria e espaço, propondo múltiplas perspetivas sobre a ideia de crise, recomeço e transformação. Mais do que um ponto de chegada, a exposição afirma-se como um lugar de experimentação, onde diferentes gerações e práticas artísticas se cruzam, abrindo caminho a novas interpretações e imaginários contemporâneos.
A exposição estará patente até 26 de maio, seguindo posteriormente em itinerância para o Convento de San Payo, de 12 de junho a 27 de setembro, integrando a XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira como polo expositivo.
De referir que a iniciativa integra a candidatura “Territórios sem Fronteira”, distinguida em primeiro lugar a nível nacional no Apoio Sustentado – Artes Visuais 2025-2026, atribuído pela Direção-Geral das Artes.

