Município de Caminha admite concessão de cantinas escolares

A Câmara Municipal de Caminha esclareceu a sua posição sobre a gestão das cantinas escolares do concelho, reafirmando o compromisso com a legalidade, a transparência e a salvaguarda da saúde e segurança alimentar das crianças e jovens.

Segundo a autarquia, o modelo de gestão direta dos refeitórios escolares revelou fragilidades significativas nos procedimentos de contratação pública, situação herdada pelo atual executivo no início do mandato. A análise técnica e jurídica identificou desconformidades nos processos de aquisição de bens alimentares, levando à suspensão de alguns fornecimentos e à existência de riscos jurídicos e financeiros para o município, com impacto potencial na continuidade do serviço.

Perante este cenário, foi equacionada a transferência da gestão para o Agrupamento de Escolas, solução que não foi aceite, mantendo-se a responsabilidade municipal. O executivo está agora a analisar alternativas juridicamente seguras, incluindo a eventual concessão da gestão do fornecimento das refeições através de concurso público nacional, modelo já amplamente utilizado por outros municípios.

A Câmara garante que nenhum trabalhador municipal será prejudicado, assegurando a continuidade das funções das cozinheiras e restantes profissionais, com todos os direitos laborais salvaguardados. Reitera ainda que a qualidade nutricional, a segurança alimentar e o bem-estar dos alunos são prioridades absolutas, não podendo o critério do menor preço sobrepor-se à qualidade do serviço.

A autarquia sublinha que estas medidas visam corrigir fragilidades, repor a legalidade e assegurar um serviço de refeições escolares sustentável, seguro e de elevada qualidade para todos os alunos do concelho.

Jornalista natural do distrito de Viana do Castelo com um percurso, sobretudo, pela Informação Regional. Exerce funções há cerca de três décadas no A AURORA DO LIMA, com foco na atualidade noticiosa vianense e alto-minhota.

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