União de Freguesias lembra naufrágios

A União de Freguesias de Santa Maria Maior, Monserrate e Meadela decidiu elaborar um painel de azulejos para homenagear os pescadores vítimas de naufrágios. Numa cerimónia de muitas emoções, que se iniciou no pólo de Monserrate foram lembrados alguns dos naufrágios mais marcantes, como o do barco Jorge Jesus, em 30 de junho de 1968. A sessão contou com a apresentação do quinteto de metais da ARTEAM de uma sonata.

“Este é um ato de inteira justiça”, começava por referir Helena Brito. A presidente da União de Freguesias manifestava que “quem têm histórias familiares de naufrágios traz-lhes uma solidariedade coletiva”.

Na sessão marcou presença também o autor de um dos livros sobre os naufrágios no mar de Viana. O comandante Martins salientava que “o memorial não é apenas para homenagear os nomes que estão lá registados, mas todos os que sofreram naufrágios”.

O painel de azulejo, da autoria de Cipriano Oquiniame, conta com a representação de barcos, da imagem da Senhora d’Agonia e de algumas mulheres em desepero. A obra de arte foi colocada na fachada do edifício da Vianapesca. 

Naquela parede foram inscritos nomes de cerca de 60 vianenses, que morreram na sequência de naufrágios. Helena Brito acreditava que “estes 60 são apenas uma homenagem”, pois “são muitas as famílias vianenses que têm histórias de naufrágios”.

Luís Nobre mostrava solidariedade por todas as famílias. O autarca de Viana salientava que “a arte tem este papel de marcar um momento, mas também de perpetuar. Toda a história da Ribeira merece este reconhecimento”.

Depois de guardado um minuto de silêncio, ouviu-se música cantada por homens e mulheres da Ribeira.   

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