Estive numa fábrica de tapetes persas um dia. Entrei como quem entra num museu e saí como quem visita um mosteiro. Porque ali o tempo não se media em horas, mas em nós. Mostraram-me um tapete que levou dez anos a nascer. Dez anos. Uma década inteira tecida por mãos que já não contavam os dias, apenas os pontos. E …
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