“A Cultura não é um jardim de Epicuro”, disse o novo presidente da Fundação Gulbenkian, o vianense António Feijó, que tomou posse nesta terça-feira.
Eleito em dezembro último, António Feijó assumiu hoje a presidência do Conselho de Administração da Fundação Gulbenkian. O vianense brincou também com o facto de ser o primeiro titular de tais funções com uma formação académica que não o Direito ou a Economia. António Feijó é professor catedrático da Faculdade de Letras de Lisboa, na área da Literatura anglo-americana.
O professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e pró-reitor da Universidade de Lisboa reconheceu o “desafio difícil” de definir quais os fins que a instituição deve atingir, lembrando também a missão filantrópica.
“Quem sai de um concerto à noite vê as luzes de gabinetes, e não é apenas a do secretário-geral, que permitem que o concerto do dia seguinte se faça”, referiu, aludindo ao trabalho de todos os colaboradores.
António Feijó é o sétimo presidente da instituição que começou por ser presidida pelo advogado de Calouste Gulbenkian, José Azevedo Perdigão, entre 1956 e 1993. Seguiu-se o professor catedrático da universidade de Coimbra, António Ferrer Correia, e depois Victor Sá Machado, também da área do Direito. Emílio Rui Vilar, Artur Santos Silva e Isabel Mota foram os presidentes já deste século que antecederam António Feijó.
