A candidatura de António Cunha e os novos desafios da descentralização

José Maria Costa
José Maria Costa

Escrevi, recentemente, que as futuras funções da Comissão de Coordenação da Região Norte, no atual contexto nacional e europeu, podem ser de extraordinária importância para a coordenação e cooperação interinstitucional, num contexto complexo de crise económica e social pós Covid-19.

Hoje, na posse de mais informação e desenvolvimento dos programas de Recuperação e Resiliência Económica, diria que a Região Norte tem pela frente enormes desafios para os próximos tempos.

Neste momento, somos todos convocados, atores públicos e privados, a participar na construção de uma estratégia regional que seja inovadora, sustentável e inclusiva de todos os territórios.

Estamos num tempo em que a concertação e cooperação são mais necessários para a definição conjunta dos grandes objetivos de desenvolvimento da Região Norte e da cooperação com as regiões Centro de Portugal, Galiza e Castela-Leão de Espanha.

Estou convicto que o Prof. António Cunha pode desempenhar um papel importante neste concerto interinstitucional, mobilizando o conhecimento das Universidades e Institutos Politécnicos, dos empresários, dos homens da cultura e, naturalmente, dos autarcas.

Neste processo de descentralização regional que está a dar os primeiros passos, seria oportuno que o governo desse também um sinal claro desta aposta política e desta coresponsabilização na gestão dos destinos da região, reforçando financeiramente os futuros Programas Operacionais Regionais, dotando-os de mais autonomia de gestão e mais robustez financeira.

Nunca como agora, o conhecimento e a inovação foram tão necessários para oxigenar a atividade empresarial e a internacionalização das pequenas e médias empresas que constituem o perfil empresarial da região Norte. Por todas estas razões, o perfil do Prof. António Cunha assenta bem nas funções de Presidente da CCDR Norte, pois o seu percurso académico e de gestor universitário tem uma marca bem traçada nestes domínios, com natural reflexo na visibilidade da Universidade do Minho, não só no meio académico como no meio empresarial.

 

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