A ligação ferroviária ao porto de Viana

Carlos Branco Morais
Carlos Branco Morais

Logo em 1990, se reconhecia que era difícil imaginar um porto ao qual o caminho de ferro não chegasse em boas condições de operacionalidade. Assim, no Plano Diretor Municipal de 1991, as acessibilidades rodoferroviárias foram devidamente consideradas, definindo-se espaços-canal para a sua construção, incluindo o itinerário rodoviário, desde a nova doca comercial, pelo vale do Neiva, até Braga, e o caminho de ferro para a estação de Darque.

Infelizmente, nos últimos anos, aqueles projetos de investimento foram abandonados. Agora, a abundância de fundos parece viabilizar a execução daquela rodovia e a conexão do porto de Viana com a ferrovia.

Estes são extratos da crónica intitulada “O porto de Viana”, publicada em 28 de abril do ano passado, que terminava com um esperançoso “mais vale tarde que nunca!”.

Mais de meio ano depois, na edição de 24 de novembro deste semanário, lamentava-se que o porto de Viana continuasse esquecido na proposta do plano ferroviário para vigorar até 2050 e exortavam-se as forças vivas de Viana e do Alto Minho a levantarem-se na defesa da região e do seu porto de mar, “impedindo que este venha a falecer como um dos portos de cabotagem de Portugal”.

Felizmente, na madrugada do último Domingo, durante o debate “Ferrovia Nacional e as implicações no território concelhio”, promovido pela Assembleia Municipal, o Presidente da Câmara de Viana levantou-se na defesa da ligação da ferrovia ao porto da foz do Lima e terá levado o Secretário de Estado das Infraestruturas, que participou no debate por videoconferência, a concordar com a reivindicação dos vianenses.

Louva-se, desde já, tanto a defesa da reivindicação como a concordância com ela e espera-se que recebam a bênção do Governo, a bem de Viana, do Alto Minho e de Portugal.

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