A ligação rodoviária dos Arcos/Barca a Celanova

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Branco Morais

Os autarcas do Alto Minho e da província de Ourense reuniram-se, na semana passada, na fronteira da Madalena, para reivindicar que os governos de Portugal e de Espanha se empenhem na concretização da melhoria da ligação rodoviária do IC 28 a Celanova, da qual advirá maior cooperação, atratividade e competitividade das duas regiões transfronteiriças.

As obras de beneficiação do traçado desta estrada já fazem parte dos planos rodoviários português e galego e, agora, aqueles autarcas esperam que elas venham a ser incluídas nos planos de investimentos dos respetivos países, a executar nos próximos anos. 

Este corredor transversal, conforme alegam os autarcas, é atravessado diariamente por cerca de 4 mil veículos, maioritariamente de transporte de mercadorias, mas apresenta-se, na parte portuguesa, com traçado muito sinuoso e de elevada perigosidade que remonta aos anos 80. A melhoria desta via é uma necessidade sentida pelas populações que ela serve, razão pela qual já chegou a ser considerada no Plano de Proximidade da Infraestruturas de Portugal, para lançamento no ano de 2017, com a dotação de 3,5 milhões de euros.

Além de servir as populações do Vale do Lima, tanto de um como do outro lado da fronteira, a beneficiação deste eixo viário regional contribuirá para o aumento do movimento do porto de Viana e do aeroporto do Porto.

Em outubro último, neste semanário, sugeríamos que fundos comunitários fossem utilizados para a melhoria da estrada da Barca à Madalena. Agora, com a 33ª Cimeira Luso-Espanhola prevista para o próximo outono, no Minho, esperamos que ela seja considerada prioritária nos trabalhos em conjunto para o desenvolvimento dos Planos de Recuperação e Resiliência.

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