Memorial aos militares vianenses mortos na guerra colonial

Antero Sampaio
Antero Sampaio

Para quando um padrão, ou algo similar, que homenageie todos aqueles que tombaram em defesa de princípios que foram apresentados como válidos, na guerra colonial (1961/1974)?  No dia dez de junho passado, em todas as cidades, vilas ou freguesias deste país, milhares de antigos combatentes prestaram homenagem, junto dos seus monumentos ou obeliscos, aos seus irmãos que morreram em defesa da Pátria, desta Pátria que começou em 1128, com a Batalha de S. Mamede e, com uma história brilhante, terminou em 1974. Durante este período, saliento o nosso primeiro Rei. D. Afonso Henriques e todos os outros reis que fizeram de Portugal uma potência que deu novos mundos ao mundo. “Este país é obra de soldados”, diz-se e é verdade. Se não fossem as Forças Armadas, seríamos uma província espanhola. Hoje somos um país soberano, democrático, com um partido com maioria absoluta na AR, o que quer dizer que tem todas as condições de melhorar a vida dos portugueses e dos antigos combatentes, alguns a viver com muitas dificuldades. 

Viana do Castelo tem, na minha opinião, uma grande dívida para com os seus antigos combatentes onde me incluo. Por isso, faço um grande apelo ao Ex.mo Sr. Presidente da Câmara de Viana do Castelo para que, em conjunto com os seus arquitetos, se crie um monumento ou memorial onde estejam inscritos, a letras de ouro, os nomes dos antigos combatentes vianenses que deram a sua vida pela defesa da pátria. Viana do Castelo tem o dever de honrar os seus filhos que na guerra do ultramar deram a sua vida por uma causa apresentada como justa.

Infelizmente, neste país ainda há vozes que criticam a guerra do ultramar. No entanto, cabe aos antigos combatentes do ultramar do concelho de Viana do Castelo, à Liga dos Combatentes e ao Município desta cidade construir uma peça escultórica que perpetue a memória destes ilustres vianenses, que foram melhores que nós, ao darem a sua vida pela Pátria que os viu nascer. 

Espero que, em junho de 2023, possamos inaugurar este monumento para que os jovens vianenses saibam o que foi esta guerra que deixou marcas profundas em tantas famílias portuguesas. Dinheiro, pela irrelevância de valores, não faltará. Haverá vontade politica dos poderes?

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