Notas sobre a história da Santa Casa

Alfredo Faria Araújo
Alfredo Faria Araújo

No anterior número do “A Aurora do Lima”, de 23 de setembro, foram referidas algumas notas sobre a história da Santa Casa da Misericórdia.

Em continuação das mesmas, referimos os nomes de alguns benfeitores do hospital: Acácio de Amorim, natural de Viana, morador em Olinda, Pernambuco, tornou-se religioso franciscano. Em 1658 deixou a sua herança, em testamento, à Santa Casa para socorro dos enfermos que a confraria assistia.

António Gonçalves Bonito, em 1708, lega à Santa Casa 150.000$00 réis destinados aos presos e doentes da confraria, nomeadamente à melhoria das enfermarias.

Manuel Martins Viana faleceu em 1754 e deixou à confraria metade de duas casas térreas na rua da Bandeira e o rendimento ao hospital.

Francisco Torres de Aguiar, natural de Darque, em 1770, doou à Misericórdia 400.000$00 réis destinados aos doentes. Parte deste donativo era destinado a esmolas para os doentes pobres com alta do hospital.

João Manuel de Araújo Salgado foi o 1.º fiscal do hospital. Mandou construir, a expensas suas, um altar na enfermaria de S. José e outro na enfermaria de S. Camilo. Em 1887 foi considerado irmão benemérito pelos serviços prestados e constantes donativos.

D. Maria José da Rocha Páris, em 1904, financiou a construção de novas enfermarias, uma para homens e outra para mulheres, destinadas ao internamento de portadores de doença infectocontagiosas, que receberam como patronos S. José e Santa Maria, respetivamente. E doou também 18 camas de ferro, 13 mesinhas de cabeceira, 36 cobertores, 36 lençóis de pano-cru, 18 cobertas de chita, 18 travesseiros e uma banheira.

Manuel Vieira de Araújo Viana, em 1907, é inaugurada a enfermaria com o seu nome, destinada aos recém-nascidos, com mobiliário adequado.

Maria Efigénia Pinto Ribeiro de Alpuim impulsionadora de peditórios a favor da Santa Casa e respetivo hospital. O peditório de 1925 rendeu quase 15.000$00.

João de Deus Martins Cavaleiro, dador de sangue nas décadas de 50 e 60 do século XX, em benefício dos doentes hospitalizados e por isso admitido como irmão benfeitor. Condecorado com o grau de Cavaleiro da Ordem de Benemerência.

Fonte
MACIEL, Ana Ester, “A Misericórdia de Viana do Castelo, o braço do Povo”, Unv. Católica portuguesa, 2017, Braga.
MAGALHÃES, António, “Práticas de Caridade na Misericórdia de Viana da Foz do Lima”, sécs. XVI-XVII, 2013, Viana do Castelo.

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