O Alto Minho e o pacote anticrise espanhol

Carlos Branco Morais
Carlos Branco Morais

O governo de Espanha, preocupado com alguns indicadores económicos desfavoráveis e grande contestação social nas ruas, iniciou a caminhada para as próximas eleições gerais, previstas para dezembro, com a aprovação de um pacote anticrise de mais de 10 mil milhões de euros em ajudas públicas, alegadamente para fazer face aos efeitos da inflação.

No país vizinho, de 1 de janeiro a junho do ano corrente, enquanto a taxa de inflação for superior a 5,5%, os alimentos de primeira necessidade, entre os quais leite, ovos, frutas, legumes, pão e cereais, que estavam sujeitos a uma taxa de IVA de 4%, estão isentos deste imposto, até junho ou até a taxa de inflação descer para menos de 5,5%. Também, durante esse período, as massas e óleos, incluindo o azeite, têm o IVA b 

Esta perda de atratividade já levou o Banco Central Europeu a avisar o Governo português de que desenhou mal os apoios contra a crise e, por isso, a inflação em Portugal, se não aumentar, baixará menos do que em Espanha.

As viagens de portugueses para compras e turismo no país vizinho serão, pelo menos neste ano, ainda mais compensadoras, principalmente nas regiões fronteiriças, como é o caso do Alto Minho. Mas esta vantagem para os consumidores destas regiões, poderá ser acompanhada pela redução da atividade das suas micro, pequenas e médias empresas, com a falência de algumas delas e o lançamento no desemprego de muitos dos seus trabalhadores.

Preparemo-nos para o pior, com a esperança de que o melhor para os consumidores não seja acompanhado de significativa baixa da atividade empresarial e do emprego em Viana e na sua região.

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