O porto e os estaleiros de Viana ao alvorecer de 2023

Carlos Branco Morais
Carlos Branco Morais

Em Viana, costumo lançar frequentemente um olhar sobre o porto comercial e os estaleiros navais, para avaliar o nível da sua atividade. E, no ano passado, esse nível terá sido modesto, apesar da reanimação económica, pós pandemia. 

A reparação de navios nos “West Sea”, herdeiros do “know how” dos antigos Estaleiros Navais, não tem passado por dificuldades, tendo até tido, em 2022, um bom nível. Mas não se poderá dizer o mesmo da construção de navios. Recentemente, foi tornado público que será retomado o programa de investimento em navios de patrulha e vigilância da classe “Viana do Castelo” destinados à Marinha, de cuja construção os estaleiros vianenses também já têm comprovada experiência. Espera-se que o início da construção, de um ou mais, dos seis navios daquela classe, para entrega planeada a ser feita entre 2026 e 2030, ocorra já no ano corrente. E, se assim for, aumentará o nível da atividade e da empregabilidade, direta e indireta, dos estaleiros navais da foz do Lima.

A greve dos trabalhadores das administrações portuárias, desde pouco antes do Natal, que poderá prolongar-se até fins de janeiro, não prenuncia a melhoria do serviço portuário que possa induzir o aumento dos tráfegos existentes e da captação de novas cargas, de forma mais integrada e sustentável. 

O porto de Viana já operou mais de um milhão de toneladas de mercadorias por ano. Em meados do ano passado, reconhecendo que apenas operava 400 mil, a administração portuária e a edilidade vianense protocolaram, e custearam, a elaboração de um estudo para voltar a atingir aquela tonelagem.

Aguardando-se que sejam dados a conhecer os resultados desse estudo, esperamos que, neste ano e nos seguintes, prossiga a melhoria da “acessibilidade marítima e terrestre à área portuária” e que não seja abandonado o anunciado projeto de “criação de cais e equipamentos de receção de navios e passageiros de cruzeiros”.

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