VIANA – a nossa marca matriz

Carlos Branco Morais
Carlos Branco Morais

No domingo, dia 18, deveria ter sido celebrado mais um aniversário, o 765.º, da fundação de Viana – Viana município e Viana vila que hoje é cidade. 

A leitura do foral de Viana, no dia do seu aniversário, no encerramento de uma feira com a participação de mercadores, artífices, artesãos e regatões da “época dos Descobrimentos”, para promover a “história de Vianna da Foz do Lima”, que se realizou no “castelo”, que nunca tivemos, poderá inserir-se numa tentativa de reescrita da nossa história.

A vila e o concelho receberam, em 1258, o nome de VIANA e este nome oficial nunca foi alterado enquanto vila, mesmo quando esta passou, em 1835, a ser também sede do “distrito de Viana”, então instituído. VIANA é, sempre foi e será, a marca matriz ou de referência da cidade e do concelho, da qual deriva a nossa indiscutida identificação como vianenses ou vianesas(es). 

Viana é algo de concreto. É o casario da cidade e das suas freguesias, desde as encostas dos montes às áreas ribeirinhas e litorâneas. É o seu rio e o seu porto de mar, as suas pontes, praças e ruas e os seus monumentos, religiosos, militares e civis. Mas, Viana é, também, algo de imaterial que enforma a maneira própria de estar e sentir das gentes que vivificam aquela materialidade e que transparece nas suas festas religiosas, no seu folclore, nos seus trajes e na sua gastronomia.

Viana é passado. Passado que nos honra, graças a muitos dos nossos antepassados, em Viana, em Portugal e no Mundo. E passado que nos deslustra, por ação, omissão ou demissão de alguns deles que delapidaram parte do honroso legado vianense, contribuindo para que até haja quem afirme que somos “felizes na mediocridade”! 

Viana é também futuro. E, na era da digitalização, este passará pela preservação da nossa identidade, com objetividade e simplicidade, mas sempre com verdade!

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